Depois da lua, tudo se repete. Sei de cor o cheiro do tempo por isso, prefiro não dormir... é que, de olhos esbugalhados, feitos reticências, as horas passam contadas, controladas: como corpo no vento... nunca vai. Sei de cor os carros que escorrem a minha rua, de manhã: setas preguiçosas - coisas - não há gente, ali. A pouco da vista, para lá da minha porta, a fila de metal é engolida por uma curva... lenta, de entortar elegante e, pintada por mantos bonitos de água suja - nocturna, sereníssima.
Um dia destes, meto-me na correnteza - não há gente, ali - ou então, mergulho na chuva do chão.
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