O branco solta-se a outros dedos,
os meus, tímidos,
torcem à sombra dos versos - outros:
murmúrios, estradas-lentas, íngremes.
Sorteio os dias com os olhos - os teus -,
num devagar lotado de silêncio.
Congelo.
As ruas continuam:
circulares de cores, as mesmas,
vestidas ao vento - cego -,
passageiro.
Que conta o gasto das paredes?...
e da madeira moribunda das janelas, qual a história?
Do tempo quero a surdez...
a minha porta abre por dentro.
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